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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Caminhada sob temporal leva trilheiro ao hospital

Era meio da tarde do segundo dia de 2015. O tempo mudou para uma trovoada de verão, o que animou visitantes para uma caminhada na mata com chuva.
Gota de chuva na TUrMA
 
 Antes, os trilheiros participaram de almoço coletivo na Casa do Morro em comemoração ao novo ano com predominância de comidas vegetarianas e veganas, preferidas da maioria.
Todavia, a caminhada terminou na Emergência do Hospital Municipal São José. A trilha encharcada, e que nalguns trechos tem argila exposta, torna-se extremamente escorregadia.
Foi num destes pontos, próximo às corredeiras, quando retornávamos, que um dos trilheiros tomou o segundo tombo e deslocou o ombro direito.
O atendimento no HMSJ foi rápido e, às 19h, o acidentado já estava dirigindo com tudo no seu devido lugar.

Aventurar-se em trilhas com chuva forte em mata fechada é uma experiência incrível. Mas, caminhar sob estas condições é muito arriscado.
 Julim, Cassandra e Eloá
A TUrMA, em períodos de sol, permite acesso fácil até por pais acompanhados de seus bebês, como fizeram Julium Schramm e Eloá Rosa com a bebezinha de apenas dez meses, Cassandra. Eles foram até ao bosque das corredeiras. Neste mesmo dia outro visitante conheceu a TUrMA. O empresário garuvense e proprietário da Banca do Agostinho.
Agostinho ficou encantado com a TUrMA
 
Após as chuvas, caminhar na TUrMA, especialmente nas manhãs, traz surpresas.
Esta pegada tem o tamanho de uma mão fechada.
Neste dia, o cheiro típico de animais selvagens era flagrante.
Pegadas menores são muito comuns.

Seguem outras imagens da TUrMA para você entender o encantamento dos visitantes.
Lagartos são moradores da TUrMA

Cogumelos incríveis em formas, tamanhos, cores "decoram" a TUrMA

A "mão árvore" que se enterra

Exoesqueleto de cigarra. A TUrMA tem várias "maternidades"

 Caetés ornamentais, mas também os selvagens, "enfeitam" a TUrMA


Esta imagem intriga os visitantes. Ainda não identificamos o fruto. Ele cresce pendurado num arbusto pequeno. Este tem uns 15 cm e lembra muito uma batata doce.

Há muito para ver, ouvir, tocar ou descobrir na TUrMA.
E caminhar nela exige muita atenção para não pisar em insetos ou brotos de plantas, por exemplo. 

O trajeto, por enquanto, é de apenas 500 metros, mas a riqueza da biodiversidade pode demandar horas do observador mais contemplativo.






Família de jacus moradores da TUrMA

Postagens anteriores:
Texturas da TUrMA e o camaleão

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Jacus da TUrMA e mais visitantes

Começo essa postagem com um vídeo de um bando de jacus alimentando-se no tratador de aves na entrada da TUrMA:
 
 Agora, uma foto deles no gramado ainda mais próximo à entrada:
No auge do inverno, quando rareia na natureza a comida, os jacus vêm aos bandos. Neste ano de 2014 esse pico chegou aos incríveis 20kg de bananas e mais 5 kg de sementes para aves consumidas por dia. 
Por um tempo era assim que o carrinho de compras saía do mercado. E o preço da banana chegou aos três reais o quilo. Só de banana, R$ 1.800,00/mês. Então, conseguimos fornecimento direto do produtor e o quilo baixou para um real.
Não são só os bandos de jacus que vêm se alimentar na entrada da TUrMA. Já registramos mais de 35 espécies de aves. Outros bandos de aves grandes são formados por aracuãs. Estas, mais ariscas que os jacus. As duas espécies, inclusive, brigam pelas bananas que fornecemos.
As aracuãs formam bandos de famílias. Já registramos casal com três filhotes.
Agora, estamos no meio da primavera e abunda alimento na natureza, principalmente sementes de palmitos, palmeiras e acerola. Nos tratadores, o consumo de bananas já reduziu para apenas um quilo/dia. Se no inverno os jacus e as aracuãs vêm para cá praticamente todas as horas do dia, agora o mais comum é vê-los apenas no alvorecer, neste alvorecer visto do morro da entrada da TUrMA:
Durante a noite, além dos morcegos e borboletas, também alimentam-se nos tratadores, principalmente com bananas, famílias de gambás. Aqui, um deles está descendo a árvore onde fica um dos tratadores. Barriga bem cheia:
Mas, a TUrMA está sendo preparada para os bichos-homens desfrutarem disso tudo.
Em janeiro dois visitantes que têm uma relação de muito respeito e harmonia com a natureza vieram conhecer a trilha. Humberto Soares e Alex Nascimento extasiaram-se com tanta natureza.
A caminhada passou pelo Bosque das Raízes, Bosque dos Palmitos, Bosque do Olho D'Água, Bosque das Pedras, Bosque dos Cipós e Bosque das Corredeiras. Escureceu e voltamos.
Entre um bosque e outro a natureza é exuberante e exige do caminhante muito cuidado. Para não pisar em cogumelos ou pequenas mudas, como os palmitos, não quebrar galhos ou flores como bromélias e orquídeas, ou ser espetado por enormes espinhos de tucunzeiros, por exemplo:
No fim do passeio, uma parada para foto sentados nas raízes de um dos guapuruvus da TUrMA. Alex Nascimento, Ilaine Melo e Humberto Soares:
Para finalizar mais uma bela imagem daquela caminhada de outro ser que abunda na TUrMA, cogumelos:

Postagens anteriores:
Comportem-se como os animais
Primeiros vistantes da TUrMA
Minúsculos da TUrMA
Morrer cantando...
Bosque dos palmitos, na TUrMA
TUrMA sendo aberta e os primeiros acidentes
Vem pra TUrMA