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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Jacus da TUrMA e mais visitantes

Começo essa postagem com um vídeo de um bando de jacus alimentando-se no tratador de aves na entrada da TUrMA:
 
 Agora, uma foto deles no gramado ainda mais próximo à entrada:
No auge do inverno, quando rareia na natureza a comida, os jacus vêm aos bandos. Neste ano de 2014 esse pico chegou aos incríveis 20kg de bananas e mais 5 kg de sementes para aves consumidas por dia. 
Por um tempo era assim que o carrinho de compras saía do mercado. E o preço da banana chegou aos três reais o quilo. Só de banana, R$ 1.800,00/mês. Então, conseguimos fornecimento direto do produtor e o quilo baixou para um real.
Não são só os bandos de jacus que vêm se alimentar na entrada da TUrMA. Já registramos mais de 35 espécies de aves. Outros bandos de aves grandes são formados por aracuãs. Estas, mais ariscas que os jacus. As duas espécies, inclusive, brigam pelas bananas que fornecemos.
As aracuãs formam bandos de famílias. Já registramos casal com três filhotes.
Agora, estamos no meio da primavera e abunda alimento na natureza, principalmente sementes de palmitos, palmeiras e acerola. Nos tratadores, o consumo de bananas já reduziu para apenas um quilo/dia. Se no inverno os jacus e as aracuãs vêm para cá praticamente todas as horas do dia, agora o mais comum é vê-los apenas no alvorecer, neste alvorecer visto do morro da entrada da TUrMA:
Durante a noite, além dos morcegos e borboletas, também alimentam-se nos tratadores, principalmente com bananas, famílias de gambás. Aqui, um deles está descendo a árvore onde fica um dos tratadores. Barriga bem cheia:
Mas, a TUrMA está sendo preparada para os bichos-homens desfrutarem disso tudo.
Em janeiro dois visitantes que têm uma relação de muito respeito e harmonia com a natureza vieram conhecer a trilha. Humberto Soares e Alex Nascimento extasiaram-se com tanta natureza.
A caminhada passou pelo Bosque das Raízes, Bosque dos Palmitos, Bosque do Olho D'Água, Bosque das Pedras, Bosque dos Cipós e Bosque das Corredeiras. Escureceu e voltamos.
Entre um bosque e outro a natureza é exuberante e exige do caminhante muito cuidado. Para não pisar em cogumelos ou pequenas mudas, como os palmitos, não quebrar galhos ou flores como bromélias e orquídeas, ou ser espetado por enormes espinhos de tucunzeiros, por exemplo:
No fim do passeio, uma parada para foto sentados nas raízes de um dos guapuruvus da TUrMA. Alex Nascimento, Ilaine Melo e Humberto Soares:
Para finalizar mais uma bela imagem daquela caminhada de outro ser que abunda na TUrMA, cogumelos:

Postagens anteriores:
Comportem-se como os animais
Primeiros vistantes da TUrMA
Minúsculos da TUrMA
Morrer cantando...
Bosque dos palmitos, na TUrMA
TUrMA sendo aberta e os primeiros acidentes
Vem pra TUrMA

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Comportem-se como os animais

Este é o aviso na entrada da TUrMA: "Nas matas os animais não poluem; os humanos, sim. Por favor, comportem-se como os animais".
A partir do próximo mês nos ocuparemos da reabertura da TUrMA. O período chuvoso nos deixou afastados dela e a mata tomou conta da trilha novamente. Apesar disso, alguns visitantes estiveram por aqui. No período da 67a Festa das Flores, o casal Adílcio e Ivete Cadorin, de Laguna, SC, arriscaram uma caminhada, curta. Foram até ao Bosque da Contemplação passando pelo Bosque das Raízes, Bosque dos Palmitos e Bosque do Olho d'água.
Ivete Cadorin, vice-prefeita de Laguna e seu marido, Adílcio Cadorin, ex-prefeito de Laguna, SC
e idealizador do evento "Tomada de Laguna"
Os políticos da terra de Anita Garibaldi hospedaram-se na Casa do Morro e  ficaram encantados com a TUrMA. Aqui, além dos milhares de pés de palmito juçara (Euterpe edulis) viram, na natureza, dezenas de espécies que ornamentavam os jardins da Festa das Flores.
 Bromélias que ornamentam os jardins da Festa das Flores são abundantes na TUrMA

Em julho visitantes de Balneário Camboriú, SC, também entraram na TUrMA. Mas, o tempo chuvoso e a terra, demais molhada, colocavam em risco a caminhada. Por isso, foram apenas até ao bosque das raízes, nos primeiros metros da trilha.
Sandra Regina Tristão, Dione Andrade e a filha Bárbara, de Balneário Camboriú,
 acompanhadas de Jéssica Andrade, de Joinville
  
A TUrMA está sendo também a base de outras iniciativas. Em parceria com o IVC (Instituto Viva Cidade) está sendo produzido o projeto "Olha o passarinho". Trata-se de uma proposta formada por cinco ações:

√ Documentário “Olha o Passarinho –  Produção de um vídeo documentário de no máximo 10 minutos que servirá de peça audiovisual para a conscientização e educação ambiental.
√ Jornal “Olha o Passarinho” – Produção de um jornal tablóide, cor, 8 páginas, com o mesmo fim.
√ Exposição fotográfica “Olha o Passarinho” –  Exposição fotográfica composta de 30 peças em formato banner tamanho 0,75m X 0,50m, de imagens captadas por jornalista profissional na TUrMA (Trilha Urbana da Mata Atlântica), localizada no Morro do Atiradores, no bairro do mesmo nome, em Joinville, SC. 
√ Palestra “Olha o Passarinho” – Palestras serão realizadas pelo IVC com o uso do vídeo “Olha o Passarinho” e o jornal “Olha o Passarinho” e acompanhadas da exposição fotográfica "Olha o passarinho".
√ Concurso fotográfico “Olha o Passarinho” – Evento que será realizado entre os alunos das escolas participantes do projeto.
Numa segunda fase deste projeto pretendemos reunir, numa obra literária, o registro de todas as espécies de aves catalogadas na TUrMA e no concurso fotográfico.
Na TUrMA já temos registradas 35 espécies de aves.


 
Desde já estamos em busca de apoiadores e patrocinadores para estes projetos. Interessados podem fazer contato por aqui mesmo.
 


Para finalizar esta postagem, mais uma imagem; desta vez com uma das mais exuberantes borboletas da TUrMA. 





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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

TUrMA sendo aberta e os primeiros acidentes no "Bosque das Raízes"

Novembro de 2013. Fim da primavera. Diariamente, quando possível, alguns minutos do dia dedico à TUrMA que inicia pelo fim; onde termina o muro da minha casa.
Logo na entrada um sinal de que toda caminhada pela TUrMA deve ser sem pressa e atenciosa. Ainda no fim do muro uma bela e grande aranha por pouco não foi vítima de uma pisada. Encaminhei-a ao muro para protegê-la.
Há muitos anos distante da mata, e a inexperiência como mateiro, resultou em pequenos e dolorosos acidentes.
No primeiro, pouco mais de uma dezena de espinhos ficaram alojados por alguns dias em minha mão direita até que eu conseguisse removê-los todos. Espinhos de tucum. Também conhecido como ticum ou tecum (Bactris setosa) o tucunzeiro é uma palmeira que pode atingir até 12 metros de altura e caules cobertos por espinhos.
Ao entrar na TUrMA convém bastante cuidado com algumas árvores e arbustos. Ao escorregar, cuide-se com o seu instinto de agarrar-se à primeira árvore que vê a sua frente ou ao seu lado. Suas mãos podem ficar cheias de espinhos. Dói muito! 
Parece, mas não foi tentativa de suicídio. Foi puro descuido. O segundo acidente ocorreu com uma folha cortante que lesou-me o pulso esquerdo.
Escorregões, tombos, arranhões, cortes etc, fazem parte da vida de trilheiros e mateiros.

Todavia, a beleza do local compensa estes pequenos infortúnios.
A exuberância da flora da Mata Atlântica, em alguns pontos, é de tirar o fôlego. Na primeira sequência, algumas fotos olhando para cima, para o extrato superior, o dossel, que é composto pelas árvores mais altas, adultas, que recebem toda a intensidade da luz solar:


Outras fotos com o olhar para a linha do horizonte permitem visualizar a vegetação do interior da Mata. Elas fazem parte do extrato arbustivo, das espécies arbóreas que vivem toda a sua vida sombreadas pelas majestosas do dossel:

As formações vegetais da Mata Atlântica são heterogêneas, indo desde campos abertos em regiões montanhosas até florestas chuvosas perenes nas terras baixas do litoral, como é o caso da região de Joinville, SC. 
A região da Mata Atlântica é ocupada por seres humanos há mais de 10 000 anos. Foi a partir da colonização europeia, e principalmente, no século XX, que a Mata Atlântica passou por intenso desmatamento restando cerca de 7% da cobertura vegetal original, no País. 
À entrada da TUrMA o destaque é para o nível do solo. O extrato herbáceo (solo e próximo dele) é formado por plantas de pequeno porte como arbustos, musgos, ervas e plantas jovens que comporão outros extratos na fase adulta. Todavia, foi a exuberância das raízes de uma das maiores árvores (guapuruvu) que me estimularam à elaboração do primeiro bosque da TUrMA, o "Bosque das Raízes":







Na primeira semana de abertura da trilha para chegar até ao córrego (o mostrarei aqui em breve), perdi-me. Durante o caminho topei com algumas formações rochosas, pequenas, aparentemente fora do contexto. Quando perdido (foram apenas 15 minutos de desorientação), fui parar num elevado com três enormes pedras, maiores do que eu. Bem maiores. O local é lindo e já tem nome. "Bosque das Pedras". Passei também pelo "Bosque do Olho d'Água" e "Bosque dos Palmitos". A meta é chegar ao "Bosque da Cachoeira".
Mas estes são assuntos de futuras postagens.

Um pouco sobre o guapuruvu, que é a árvore símbolo da capital catarinense, Florianópolis:
O guapuruvu (Schizolobium parahyba) tem velocidade de crescimento que pode atingir três metros por ano. A árvore é também conhecida como guarapuvu, garapuvu, guapiruvu, garapivu, guaburuvu, ficheira, bacurubu, badarra, bacuruva, birosca, faveira, pau-de-vintém, pataqueira, pau-de-tamanco ou umbela.
 A copa florida de um dos guapuruvus da TUrMA, em 16/11/2013. Ao fundo prédios do bairro Anita Garibaldi

A madeira do guapuruvu é pouco resistente, muito leve, com a densidade de 0,32 g/cm cúbico. Por isso, e pela facilidade de entalhe, é muito usada na confecção de embarcações tipo canoas.
A madeira também é usada para miolo de painéis e portas, brinquedos, saltos de sapato, formas de concreto, compensados e caixotaria.
A copa sem flor de um guapuruvu da TUrMA, em 16/11/2013

Esta bela árvore é nativa do Brasil, Bolívia, Paraguai, Venezuela, Equador, Panamá, Nicarágua, Honduras, Guatemala, El Salvador, Costa Rica, Belize e México. No Brasil ocorre da Bahia até nosso estado de Santa Catarina, na Mata Atlântica. 


Sementes e folhas dos guapuruvus acima, colhidos na manhã de 16.11.2013. Como se pode conferir,
as folhas são bipinadas de 0,8 a 1,0 metro podendo ter até 50 pinas opostas de até 60 folípolos por pina, de dois a três cm de comprimento.
As sementes são bastante usadas em artesanatos.



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domingo, 10 de novembro de 2013

Vem pra TUrMA - Gatos matam bilhões de animais selvagens

Este espaço virtual contempla a criação e desenvolvimento da Trilha Urbana da Mata Atlântica, à Rua Xavantes, no Bairro Atiradores, em Joinville, SC.
 Jacu salta do tratador em voo na direção da entrada da TUrMA, no dia 02 de novembro de 2013, às 6h55

Flora e Fauna do local terão destaque nos temas ambientais e de sustentabilidade, prioridade deste blog.
 Ela (Jacupema), antes do voo, alimentando-se no tratador, que tem arames de proteção às aves contra os gatos da vizinhança

Vizinhos, ponham coleiras com sinos nos pescoços dos seus bichanos

Gatos matam bilhões de animais e ameaçam vida selvagem dos EUA

Os gatos estão entre as principais ameaças à vida selvagem nos Estados Unidos, matando bilhões de animais todos os anos – um número muito maior do que estimativas anteriores.
As conclusões são de um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Smithsonian de Biologia e Conservação e do Departamento de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos.
Os autores estimam que os gatos são responsáveis pela morte de entre 1,4 bilhão e 3,7 bilhões de pássaros e entre 6,9 bilhões a 20,7 bilhões de mamíferos todos os anos.
Publicado no site Nature Communications, o estudo diz que gatos de rua estão entre as piores ameaças, mas gatos domésticos também representam perigo.
Instinto matador – Segundo os cientistas, mais animais estão morrendo nas patas de gatos nos Estados Unidos do que em acidentes em estradas, colisões com prédios (no caso de animais que voam) ou envenenamento.
O instinto caçador de gatos domésticos tem sido bem documentado em muitas ilhas mundo afora, em que felinos foram responsabilizados pela extinção de 33 espécies.
Já o impacto dos gatos em áreas continentais tem sido pouco estudado.
Por isso, os cientistas fizeram uma revisão dos estudos realizados até então sobre a ação predatória dos gatos.
A análise revelou que o número de mortes provocadas por esses animais era muito mais alto do que o que se sugeria anteriormente. Eles descobriram que o número de pássaros mortos por gatos era quatro vezes do que se acreditava até então.
Pássaros nativos dos Estados Unidos estão entre os mais ameaçados, seguidos por animais como camundongos, ratos-do-campo, esquilos e coelhos.
Esquilos e coelhos – ‘Nosso estudo sugere que eles (os gatos) estão no topo das ameaças à vida selvagem americana’, diz Pete Marra, do Instituto Smithsonian.
De acordo com os cientistas, gatos sem dono – que incluem gatos de rua e os que vivem soltos na natureza ou em fazendas – matam três vezes mais do que os domésticos. Mas eles afirmaram que, ainda assim, seus donos poderiam fazer mais para coibir a ação de seus animais de estimação.
‘Esperamos que essa grande mortalidade de animais selvagens incentive as pessoas a manterem seus gatos dentro de casa e sirva de alerta para as autoridades’, disse Marra.
A ONG britânica RSPCA, que atua na defesa dos animais, disse que o uso de uma coleira com um sino já reduz em até um terço as chances de um gato conseguir caçar outro animal. (Fonte: G1)

Meus Vizinhos têm gatos soltos. Apenas um, que se mudou recentemente, fez um enorme gatil, na garagem. Os demais animais da vizinhanca, dão vazão aos seus instintos e ficam mocozados no meio das folhagens capturando as aves que se aventuram pelo chão. Mas, também, bem escondidos e imóveis para saltar sobre os que vêm ao tratador. Os arames têm salvado as aves, desde então.
Por enquanto, isto.
Aguardem.